quinta-feira, 5 de julho de 2012

Estela Portela


Na há ninguém na Terra igual a ela
Uma moça morena sem nenhuma cautela
Adora uma bolsa amarela
Mas anda toda torta
Parece que levou um morro na costela
Eis aqui a Estela Portela.

Num carnaval do bairro ela dando uma de dançarina
Mais amarela que uma margarina
Levou uma queda que só se viu o sangue na narina
Caio no chão como uma podre tangerina
E sua prima doida Sabrina
Pra socorrer a triste lhe deu água com aspirina
Na verdade, parecia mais era urina.

Outra vez, chegou um circo na cidade
E Estela Portela em sua mocidade
Se apaixonou por um palhaço de verdade
A coitada numa agilidade
Subiu no picadeiro com toda agressividade
E beijou o palhaço chamado Felicidade.

 Anos depois, já casados
Os dois viviam na criminalidade
Arrumando dinheiro numa facilidade
Aí a polícia com toda agilidade
Prendeu os dois por falsa identidade
E crime de desonestidade.

Depois de cumprir a pena
Os dois fizeram um jogo e ganharam na sena
Mas Felicidade pensou ter dado um golpe na morena
E fugiu com uma chilena
Mas, Estela trocou o saco de dinheiro por um saco cheio de maisena.

Aí, ela com sua esperteza
Abriu uma empresa
Pra vender cerveja
E pra sua felicidade construiu uma casa de alteza
E se casou novamente com um rico chamado Arthur Boniteza
E viveram felizes com toda a certeza.


Autor: Raí Duarte

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