quinta-feira, 5 de julho de 2012

Leide Gargalhada



Não há ninguém mais feliz
No seu coração não há cicatriz
Da vida ela é apenas uma aprendiz
E a felicidade é a sua força motriz
A sua vida é uma eterna palhaçada
Eis aqui a Leide Gargalhada.

Certa vez, num show no meio do calçadão
Um rapaz caiu de cara no chão
Só se viu o rachão
Ai Leide com seu bochechão
Largou a gaitada no meio da multidão
A namorada do rapaz meteu nela a mão
E Leide, coitada, no hospital teve que levar até injeção.

Outra vez, Leide Gargalhada começou a rir num aniversário
Porque alguém tropeçou no seu patrão empresário
E derrubou o bolo em cima do seu maior adversário
No outro dia, a coitada para não ser despedida teve que rezar até um rosário.

E outra, num circo, ela passou o espetáculo sorrindo
Porque seu amigo palhaço apareceu dormindo
Com uma cueca de coração até o umbigo
Ela achou aquilo muito antigo
Mas o palhaço acordou e nela jogou farinha de trigo
E a pobre ainda rindo
Arrumou um eterno inimigo
No dia que ela precisou ele lhe negou até um abrigo
E ela passou a morar na rua como um mendigo.



 Autor: Raí Duarte








Josué do Almoço



Era uma vez um rapaz chamado Josué do Almoço
O coitado só vive no fundo do poço
Anda como se tivesse nó no pescoço
Mas a sua vida é um alvoroço.

Ele Vive com Maria Lamento
Eita mulher tormento
Faz da vida de Josué um sofrimento
E ela nem pensa em casamento.

Certa vez numa baile à fantasia
Josué do Almoço com sua alegria
Comeu camarão e pegou uma alergia
E Maria Lamento com sua agonia
Começou uma gritaria
Pedindo socorro pra quem passaria.

Maria Lamento correu depressa
Parecia que era uma atleta
Josué do Almoço saiu foi de muleta
E Maria Lamento fez uma promessa
Jurou casar se ele conseguisse sair dessa.

 Depois de tanta agonia
Quem diria
Josué do Almoço estava bem disposto
E Maria a contragosto
Lembrou o juramento
E pediu Josué em casamento.

Depois de um mês, o enlace acontece
E Josué do Almoço esquece
Come camarão na festa e padece.


Autor: Raí Duarte














Estela Portela


Na há ninguém na Terra igual a ela
Uma moça morena sem nenhuma cautela
Adora uma bolsa amarela
Mas anda toda torta
Parece que levou um morro na costela
Eis aqui a Estela Portela.

Num carnaval do bairro ela dando uma de dançarina
Mais amarela que uma margarina
Levou uma queda que só se viu o sangue na narina
Caio no chão como uma podre tangerina
E sua prima doida Sabrina
Pra socorrer a triste lhe deu água com aspirina
Na verdade, parecia mais era urina.

Outra vez, chegou um circo na cidade
E Estela Portela em sua mocidade
Se apaixonou por um palhaço de verdade
A coitada numa agilidade
Subiu no picadeiro com toda agressividade
E beijou o palhaço chamado Felicidade.

 Anos depois, já casados
Os dois viviam na criminalidade
Arrumando dinheiro numa facilidade
Aí a polícia com toda agilidade
Prendeu os dois por falsa identidade
E crime de desonestidade.

Depois de cumprir a pena
Os dois fizeram um jogo e ganharam na sena
Mas Felicidade pensou ter dado um golpe na morena
E fugiu com uma chilena
Mas, Estela trocou o saco de dinheiro por um saco cheio de maisena.

Aí, ela com sua esperteza
Abriu uma empresa
Pra vender cerveja
E pra sua felicidade construiu uma casa de alteza
E se casou novamente com um rico chamado Arthur Boniteza
E viveram felizes com toda a certeza.


Autor: Raí Duarte

domingo, 1 de julho de 2012

Magal Sensual



De biquíni amarelo e umbigo de fora
De unha vermelha e corpo de mola
Sempre derrapando no visual
Eis aqui a Magal Sensual.

Eita, mulherzinha banal
Vive com uma calcinha fio dental
Ou sem sutiã atrás de um avental
E para piorar fica se bronzeando no fundo do quintal
Mostrando sua parte frontal.

Certa vez, Magal Sensual se meteu numa confusão
Com a mulher do seu vizinho Tião
Que durante uma ensandecida paixão
Não escondeu o telefone e ela viu a ligação
Magal Sensual foi derrubada no meio do calçadão
E a esposa rodou a mão
Que seu dente queiro caiu no chão.

E outra, Magal Sensual já teve mal conduta
Foi presa depois de roubar uma prostituta
Com raiva por causa de uma disputa
E a coitada enfrentou uma luta
Mas como ela não perde tempo deu em cima do recruta
E se entocou dentro de uma gruta.

Hoje, Magal Sensual está mais decente
Vive vivendo cachorro-quente
Se casou com um servente
Mas a triste demente
Pegou uma doença e só vive de absorvente.



Autor: Raí Duarte





















quarta-feira, 20 de junho de 2012

Malu Contente


De sorriso colgate
E dente de alicate
Malu Contente
Só vivia doente
Por causa de um amor adolescente

Começa assim a história
Se não me falhe a memória
Malu Contente decidiu fugir de casa
Depois que seu pai mal humorado
Descobriu o seu namorado

Então, Malu Contente
Decidiu viver de forma diferente
Virou hippie e passou a morar num matagal
Junto ao seu namorado Juvenal

Na sua vida a dois
Malu Contente não deixava nada pra depois
Pra provar seu amor a Juvenal
Ela tratou logo de pular de uma cachoeira fenomenal
Fazia piruetas demonstrando sua habilidade
E Juvenal não acreditava que aquilo era verdade

 Malu Contente estava feliz
Depois que seu pai juiz
Expulsou a coitada como uma meretriz
E ela agora tem a vida que sempre quis
Junto a seu namorado Juvenal Luiz

Após anos de noivado no meio do mato
O casal decidiu criar um macaco
Que logo morreu de infarto
Depois que Juvenal lhe deu um chá amargo
Pobre coitado!

Malu Contente depois desse incidente
Ficou doente e chorava de repente
Lamentava a morte do macaco
Culpando Juvenal pelo fato.

Então, Juvenal sentindo-se culpado
Tratou logo de caçar um papagaio
Pra suprir a morte do macaco carente
Dando-lhe de presente um bicho diferente

O papagaio adorava conversar com Malu Contente
Naquelas horas em que Juvenal estava ausente
Mas depois de Malu Contente pedir pro papagaio gritar sem parar

 O coitado ficou doente e Malu como uma anta
Não teve como fazer nada
E o papagaio morreu com um calo na garganta.

Malu Contente insana chorou uma semana
E Juvenal desesperado só fazia comer banana
Mas teve uma ideia bacana
Queria uma criança cujo nome seria Ana
E tratou de fazer a gincana.

Meses depois, Malu Contente ganhava a criança
Que encheu o lugar de esperança
Juvenal estava numa felicidade
Curtindo a paternidade.

Autor: Raí Duarte

O Palhaço Fantasia


Era uma vez o palhaço Fantasia
Um moço que vivia numa eterna alegria
Tinha um sorriso no rosto
Pra não dar lugar ao desgosto.

Naquele dia, o palhaço Fantasia
Tratou de fazer uma maluquice
Invadiu o espetáculo numa doidice
À procura de Eunice.

Uma mulher sem entendimento
Com um cabelo cheio de alisamento
Daquelas que faz da vida de um homem um tormento
E nem pensa em casamento.

O palhaço Fantasia na sua folia
Não sabia o que fazia
Pra conquistar sua idolatria
Tremenda idiotice
Seria viver sem Eunice.

Então, o palhaço na sua pureza
Pediu a uma criança indefesa
Pra entregar uma rosa
A uma mulher cujo nome completo era Eunice Tereza
Anos depois na sua vida a dois
O palhaço passou a vender arroz
Porque Eunice tratante
Fugiu com o amante
Após roubar um diamante.

Coitado do palhaço Fantasia
Voltou pro circo depois que uma ventania
Destruiu sua casa para sua agonia
E ele jurou que nunca mais se casaria
Para a sua alegria!


Autor: Raí Duarte